DICAS E NOTÍCIAS

RECLAME AQUI? PROCESSO ALI

Quem nunca postou um comentário no Facebook ou recorreu a algum site na internet para reclamar de algum produto ou serviço ruins oferecido por uma empresa? A rede mundial conferiu o tal “empoderamento” ao consumidor, mas, mesmo diante de tamanha democracia, há limite para tudo. Alguns adjetivos pejorativos (ou o velho e bom palavrão) podem virar o jogo contra o consumidor – de ofendido, ele vira ofensor.

O diretor do Instituto Brasileiro de Política e Direito do Consumidor, Diógenes Carvalho afirma que reclamar é parte do jogo democrático, mas nem tudo é permitido na queixa contra uma empresa – ou qualquer outra pessoa. “O limite existente está no bom senso; expor a opinião, a insatisfação não pode ser confundido com ofensas à empresa”, afirma.

 Para não cometer excessos na hora de “mitar” na queixa, a recomendação de Carvalho é cautela. O direito de reclamar não permite a ofensa moral, o que pode resultar até mesmo em ações na justiça. “Já constatei em sites de reclamação, discursos de ódio, por exemplo: ‘bando de safados’, ‘lixo de hotel’, ‘espelunca’, o que extrapola o bom senso de uma reclamação bem fundamentada”, explica Diógenes.

E se você pensa que excessos não param na justiça, olha o que aconteceu em Santa Catarina… No estado da região Sul, a justiça de estado chegou a acolher o pedido de uma empresa ofendida por um cliente no Facebook. Mas, no fim, entendeu que a postura da consumidora não representou nenhuma ilegalidade. No entanto, a mesma sorte não teve um consumidor do Distrito Federal, que pagou R$ 9 mil por uma crítica ofensiva postada em um famoso site de reclamações. Pior: a sentença obrigou o próprio site a excluir a reclamação.

Em outras palavras, na dúvida, atente-se a reclamação. Descreva o problema em detalhes e não faça juízo de valor.

 

Fonte: http://www.consumidormoderno.com.br/2016/07/07/reclame-aqui-processo-ali/

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9 dicas para comer comida de rua – e não passar mal

Você é daqueles que acham que comida de rua faz mal? Vai viajar e come apenas em restaurantes ou fast-foods, porque acha que é perigoso comer na rua? Torce o nariz para qualquer coisa fumegante que saia de barraquinhas improvisadas nas calçadas?

Então, como fazer? Será que dá para comer comida de rua sem passar mal? Será que posso seguir minha viagem e ainda provar a deliciosa comida de rua do lugar?

  1. MOVIMENTO DA BARRAQUINHA: infelizmente para os pobres comerciantes das barraquinhas vazias, movimento é sinal de comida boa e de rotatividade. As barraquinhas mais movimentadas tendem a não ter comida parada por muito tempo à temperatura ambiente, ou mesmo sob refrigeração – o que é um dos principais fatores para reduzir a exposição a patógenos.
  2. QUANTIDADE DE LOCAIS VERSUS QUANTIDADE DE TURISTAS: seguindo na linha “o que é bom, vende mais”, pense na sua cidade. Se uma barraquinha de cachorro-quente levar umas 5 pessoas para o hospital, as chances são de que estas 5 pessoas não voltarão mais lá – e ainda contarão o ocorrido para mais 5 pessoas (cada). 25 pessoas ficarão sabendo (no mínimo), e tendem a não ir mais naquela barraquinha, não? Então, quando estiver viajando, observe onde os locais comem, em quantidade. Uma pessoa da cidade não volta num lugar que a fez passar mal.
  3. ACESSO À ÁGUA POTÁVEL: não é à toa que um dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio da ONU é reduzir pela metade a população mundial sem acesso à água potável (meta foi alcançada em 2010!). A água potável é crucial para a vida, e para a produção de alimentos seguros. Então,veja se a barraquinha escolhida para você almoçar tem água potável disponível para lavar as mãos, os utensílios, e para ser usada no preparo dos alimentos.
  4. DE ONDE VEIO O GELO? No caso de bebidas geladas, se estiver num lugar onde o gelo é produzido industrialmente, pode usar sem medo (dá para notar facilmente porque o formato do gelo, neste caso, é bem regular). Caso contrário, melhor evitar.
  5. AS BEBIDAS: Se está em dúvidas em relação à barraquinha escolhida, melhor tomar uma bebida industrializada. Não quer? Então um chá gelado é geralmente mais seguro do que um suco – afinal, o chá passou por uma cocção (apenas certifique-se de que ele é gelado na sua frente, com gelo industrializado).
  6. MÉTODO DE COCÇÃO: quanto mais quente, melhor! Fritar sob imersão é melhor do que ferver, que é melhor do que assar no forno, que é melhor do que assar na brasa (principalmente porque, na brasa, o controle sobre o calor é mais precário do que num forno). Se há algum patógeno por ali, melhor que ele morra do que você, não é?
  7. EXPOSIÇÃO DE ALIMENTOS À TEMPERATURA AMBIENTE: Quem já viajou à Ásia sabe que carne à temperatura ambiente é facinha de achar (muitas vezes, é a única carne, crua ou cozida, a que se tem acesso). Esta situação também se repete em outros mercados, como no Peru e, porque não dizer, alguns lugares europeus (que nem sempre estão sob neve). Evite alimentos expostos por muito tempo. Coma apenas nas barraquinhas que cozinham o seu alimento na sua frente.
  8. FRUTAS CORTADAS: dessa, nem na Disney eles escapam. Vegetais pré-cortados são um perigose mal manuseados, se mal limpos, se mal armazenados. Quer comer uma fruta? Compre a sua, lave-a, descasque-a você mesmo. Ou faça a pessoa cortar na sua frente.
  9. EXPONHA-SE AOS POUCOS: Uma das doenças mais comuns em viagens é a diarreia dos viajantes. De 30% a 70% dos viajantes são atacados – se for o seu caso, pegue leve. Assim que seu corpo se recuperar, comece a comer na rua aos poucos, até que o seu sistema imunológico esteja acostumado à novidade.

Fonte: http://foodsafetybrazil.org/9-dicas-para-comer-comida-de-rua-e-nao-passar-mal/

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